Mills (MILS3) protagoniza alta expressiva na B3 com anúncio de venda de controle para gigante francesa Loxam
As ações da Mills (MILS3) experimentaram um salto impressionante de 15,4% no pregão desta segunda-feira (25), alcançando R$ 15,50. O forte movimento no mercado acionário ocorreu após a divulgação de um acordo firmado pelos acionistas controladores da companhia para a venda de suas participações ao grupo francês Loxam.
A transação, que movimenta um valor expressivo e pode significar uma nova fase para a empresa brasileira, gerou grande otimismo entre os investidores. A expectativa agora se volta para os desdobramentos regulatórios e a potencial Oferta Pública de Aquisição (OPA) aos acionistas minoritários.
Este cenário de forte valorização das ações da Mills reflete o interesse do mercado na operação e nas perspectivas futuras da companhia sob nova gestão. Conforme comunicado divulgado ao mercado, a Loxam adquirirá 50,3% da Mills, atualmente sob controle da família Nacht, do Southern Cross Group e da Sullair Argentina, por R$ 16 por ação. A informação foi divulgada pela própria companhia.
Oferta com prêmio e OPA para minoritários movimentam o mercado de MILS3
O valor ofertado pela Loxam, de R$ 16 por ação, representou um prêmio de 22% sobre o preço de fechamento dos papéis na última sexta-feira (22). Essa oferta atribui à Mills um equity value de aproximadamente R$ 3,8 bilhões. Com a aquisição do controle, o grupo francês fica obrigado a lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) aos acionistas minoritários da Mills, nas mesmas condições, conforme as regras do Novo Mercado da B3.
A operação, no entanto, ainda está sujeita a aprovações regulatórias importantes, incluindo o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e outras condições usuais para transações desse porte. O BTG Pactual avaliou a compra como atrativa, estimando que a Loxam pagou cerca de 5 vezes o EV/Ebitda projetado para 2026 da Mills, um múltiplo considerado vantajoso.
Mills apresenta resultados sólidos e diversifica negócios antes da aquisição
O desempenho recente da Mills tem sido robusto. No primeiro trimestre de 2026 (1T26), a companhia reportou uma receita líquida de R$ 461,2 milhões, um aumento de 11,8% em relação ao mesmo período de 2025. O Ebitda ajustado também mostrou crescimento, alcançando R$ 235,1 milhões, uma alta de 13,8% na comparação anual.
O lucro líquido da small cap teve um salto expressivo de aproximadamente 190% em um ano, passando de R$ 67,9 milhões no 1T25 para R$ 197 milhões no 1T26. Esses resultados positivos foram impulsionados pela evolução do modelo de negócios, com foco crescente em contratos de locação de longo prazo e diversificação do portfólio.
Estratégia de expansão da Mills inclui linha amarela e empilhadeiras
Tradicionalmente focada na locação de plataformas elevatórias, a Mills tem ampliado sua atuação para novos mercados. Em 2022, a empresa lançou a frente de negócios de linha amarela, com a locação de máquinas pesadas como escavadeiras e tratores, visando os setores de infraestrutura, agro e mineração. Mais recentemente, em meados de 2024, iniciou a operação de empilhadeiras, focada na movimentação de cargas para o segmento logístico.
Essa estratégia de diversificação visa aumentar o mercado endereçável da companhia e impulsionar o crescimento da receita e do Ebitda, como demonstrado pelos resultados do 1T26. A expectativa é que essas novas frentes de negócio ganhem cada vez mais relevância nos resultados trimestrais da Mills, contribuindo para sua consolidação e expansão no mercado brasileiro.
Entenda o impacto da Loxam na Mills e os próximos passos da operação
A aquisição pela Loxam representa um marco significativo para a Mills, que está listada na B3 desde 2010. O valor oferecido, de R$ 16 por papel, será corrigido por 70% do CDI a partir do 31º dia útil após a data de anúncio, até o fechamento efetivo da operação. Analistas do BTG Pactual consideram o preço ofertado como um suporte para a reação positiva do mercado, visto que está acima das médias de negociação recentes.
A entrada do grupo francês pode trazer novas sinergias e expertise internacional para a Mills, fortalecendo sua posição no mercado de locação de equipamentos. O processo, que aguarda a aprovação do CADE, deve ser acompanhado de perto pelos investidores, que buscam entender os detalhes finais da transação e seus impactos futuros na companhia e no setor.

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