Cyrela, Mitre e Even: O Que Analistas Dizem Sobre Construtoras Após Prévias do 1T26
As construtoras Cyrela (CYRE3), Mitre (MTRE3) e Even (EVEN3) divulgaram suas prévias operacionais referentes ao primeiro trimestre de 2026. Apesar de alguns sinais de desaceleração em lançamentos e vendas, o mercado observa uma melhora na qualidade das operações, com redução de estoques e um direcionamento estratégico para segmentos mais resilientes, como o de baixa renda.
Analistas de mercado têm avaliado os primeiros indicadores do ano, buscando entender o desempenho individual de cada empresa e as tendências gerais do setor. A performance das ações no pregão reflete o otimismo cauteloso com as estratégias adotadas.
As vendas líquidas e os lançamentos apresentaram variações, mas as estratégias de gestão de estoque e o foco em nichos específicos de mercado têm sido pontos destacados. Conforme informações divulgadas pelas companhias e analisadas por bancos de investimento, o setor imobiliário demonstra adaptação a um cenário econômico em evolução.
Cyrela: Vendas e Estoques Sob Análise dos Analistas
A Cyrela registrou vendas líquidas de R$ 2,21 bilhões, uma queda de 3% em relação às estimativas do JPMorgan. Os lançamentos também ficaram abaixo do esperado, totalizando R$ 1,77 bilhão. A velocidade de vendas agregada atingiu 16,0%, o menor nível desde o primeiro trimestre de 2023.
No entanto, o JPMorgan aponta uma redução no estoque da Cyrela para cerca de 14,5 meses de oferta, ante 14,8 meses no trimestre anterior. Houve também uma aceleração nas vendas de unidades prontas, que somaram R$ 271 milhões. O banco manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 35,50.
O Bradesco BBI considerou os resultados operacionais da Cyrela como consistentes, destacando a estabilidade na velocidade de vendas na comparação trimestral e a redução de estoques. O banco manteve recomendação de compra com preço-alvo de R$ 41,00, citando a maior relevância do segmento de baixa renda e um cenário macroeconômico mais favorável.
O BTG pontuou a desaceleração na velocidade de vendas e nos lançamentos, mas ressaltou o aumento da exposição da companhia ao segmento de baixa renda. A recomendação permanece de compra, com preço-alvo de R$ 40.
O Goldman Sachs, por sua vez, entende que a Cyrela está enfrentando diretamente a preocupação dos investidores com o estoque de alta renda. As vendas desse segmento cresceram 30% acima dos lançamentos, e houve aceleração na exposição à baixa renda, com vendas 35% maiores anualmente. O banco manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 34.
Even: Desafios e Perspectivas no Curto Prazo
O Bradesco BBI avalia que os números gerais da Even foram fracos, em função da ausência de lançamentos e da desaceleração na velocidade de vendas. Apesar de um cronograma relevante de projetos para 2026, o banco manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 10,00, citando a falta de gatilhos de curto prazo.
Para o BTG, o desempenho da Even foi impactado pela sazonalidade e por um ambiente macro mais fraco para os segmentos de média e alta renda. A estratégia de focar em projetos maiores e diferenciados foi mantida, mas os resultados operacionais foram considerados fracos. O banco manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 9,50.
Mitre: Desempenho Operacional Positivo em Meio a Cenário Desafiador
O Bradesco BBI considerou o desempenho operacional da Mitre positivo no primeiro trimestre de 2026, sustentado por vendas líquidas resilientes e pela execução de um lançamento relevante no segmento de alta renda. O estoque aumentou devido a este lançamento, mas o nível de unidades prontas permanece baixo.
Apesar de um cronograma de entregas para 2026 com alto nível de pré-venda (95%), o BBI vê poucos gatilhos de curto prazo em um ambiente desafiador. A recomendação reiterada é neutra, com preço-alvo de R$ 5,00.
O BTG destacou que o desempenho da Mitre foi pressionado pela menor venda de estoque, apesar do bom desempenho do lançamento. A velocidade de vendas permaneceu abaixo do observado anteriormente. O banco manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 4,80, citando o cenário desafiador para os segmentos de média e alta renda.

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