Edinho Silva rebate declarações de Gabriel Galípolo e exige apuração sobre atuação de Roberto Campos Neto no caso Banco Master.
O presidente do PT, Edinho Silva, criticou veementemente as declarações de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC), que isentou seu antecessor, Roberto Campos Neto, de responsabilidade no caso do Banco Master. Edinho Silva frisou que, com investigações em curso na Polícia Federal e no Ministério Público, o próprio BC deveria manter apurações internas sobre a gestão anterior. A declaração de Galípolo, segundo Edinho, estaria “fora de contexto”, apesar do respeito pessoal pelo atual presidente do BC.
O líder petista enfatizou que, caso sejam confirmadas as fraudes no Banco Master, a responsabilidade recairá tanto sobre Roberto Campos Neto quanto sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, responsável pela nomeação de Campos Neto. “O Banco Master foi autorizado a funcionar durante o governo Bolsonaro, na gestão de Campos Neto, com várias operações autorizadas pelo Banco Central. Se o Master existe e provocou operações fraudulentas, a responsabilidade é do governo Bolsonaro e do Campos Neto”, afirmou Edinho Silva, questionando como seria possível isentar alguém.
A fala de Galípolo ocorreu na CPI do Crime Organizado, onde ele afirmou não ter encontrado indícios de que Campos Neto tenha agido para favorecer o Banco Master. Galípolo explicou que a liquidação do banco seguiu ritos necessários e que a sindicância interna do BC não apontou irregularidades na conduta de seu antecessor. Ele mencionou que sua própria gestão, iniciada em janeiro de 2025, ainda responde a questionamentos sobre a tempestividade da liquidação.
Investigações e possíveis responsabilidades no caso Master
Edinho Silva, no entanto, defende que qualquer conclusão sobre isenção só deve ocorrer após a conclusão das investigações. Ele citou o envolvimento de figuras como o ex-diretor do Banco Central, Paulo Souza, e Belline Santana, ambos afastados por suspeitas de ligação com Daniel Vorcaro, dono do Master. A situação gerou irritação no Palácio do Planalto, que busca vincular o escândalo ao ex-presidente Bolsonaro e seus aliados.
Estratégia política e críticas ao Banco Central
A estratégia de atribuir responsabilidades a Campos Neto teria sido discutida em reunião com a presença de Galípolo e do presidente Lula, segundo informações divulgadas. Contudo, as declarações do atual chefe do BC foram recebidas com descontentamento por ministros próximos a Lula, que reiterou em entrevista que o Master era “ovo da serpente do Bolsonaro e do Campos Neto”. O deputado Lindbergh Farias também criticou o que chamou de “corporativismo” no BC, pedindo investigações completas pela Polícia Federal.
Alertas ignorados sobre a expansão do Banco Master
Informações indicam que o Banco Central foi alertado por anos sobre a rápida expansão do Banco Master, que foi liquidado em novembro do ano passado por suspeitas de fraude. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e executivos de grandes bancos enviaram cartas de advertência à autoridade monetária, expressando preocupação com o ritmo de crescimento da instituição financeira sob a gestão de Campos Neto.

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