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ToggleAdvogados de Flávio Bolsonaro buscam reverter decisão de Moraes sobre passaportes e questionam imparcialidade do ministro em investigação de lavagem de dinheiro.
A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a revogação da ordem de entrega de seus passaportes. A determinação ocorreu após um pedido da Polícia Federal (PF) e ocorre em meio a investigações sobre suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo apostas estrangeiras.
Flávio Bolsonaro descumpriu a ordem e utilizou um passaporte italiano para viajar aos Estados Unidos, desembarcando em Miami na última quarta-feira (28). A família do senador deixou o Brasil por via terrestre e embarcou na Argentina, com uma escala no Equador. A defesa alega que as investigações sobre a estrutura empresarial de Willer Tomaz, advogado investigado no caso, já tramitam sob relatoria do ministro André Mendonça.
Além de contestar a apreensão dos passaportes, os advogados de Flávio Bolsonaro buscam afastar Alexandre de Moraes da condução do inquérito. Para fundamentar o pedido de impedimento ou suspeição do ministro, a defesa aponta supostas conexões entre Moraes e pessoas jurídicas mencionadas na investigação, especificamente a Fraction 024, empresa ligada à administração de uma aeronave utilizada tanto pelo senador quanto pelo ministro. Essas relações comerciais, que envolvem também o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, são vistas pela defesa como elementos que comprometem a imparcialidade do ministro. Conforme informações, em janeiro de 2025, Flávio retornou dos EUA em um jato administrado pela Prime Aviation, empresa ligada a Daniel Vorcaro, que possuía contrato com a Fraction 024. Em agosto do mesmo ano, o mesmo avião foi utilizado por Alexandre de Moraes e sua esposa.
Investigação abrange lavagem de dinheiro e evasão de divisas
A investigação sobre lavagem de dinheiro com casas de apostas estrangeiras teve início na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, apurando suposta evasão de divisas. O caso chegou ao STF após o nome de Flávio Bolsonaro surgir nas apurações da PF. O senador é apontado como um dos “contatos favoritos” do advogado Willer Tomaz em um aplicativo de mensagens com criptografia avançada.
Medidas cautelares impostas por Moraes
Além da determinação de entrega dos passaportes, Alexandre de Moraes proibiu Flávio Bolsonaro de manter contato com Willer Tomaz e ordenou o cancelamento de todos os seus passaportes brasileiros, incluindo o diplomático. Willer Tomaz, que está no exterior desde agosto, possivelmente em Miami, também teve sua saída do país proibida e seus passaportes cancelados.
Outras investigações envolvendo o senador
Flávio Bolsonaro é alvo de outro inquérito que apura suspeitas de irregularidades no financiamento do filme ‘Dark Horse’, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com recursos do banqueiro Daniel Vorcaro. A defesa do senador busca, por meio de agravo regimental, submeter a decisão monocrática de Moraes à análise colegiada do STF, contestando sua validade e buscando a imparcialidade na condução das apurações.

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