Marcelo Gasparino, novo membro do Conselho da Petrobras, defende que a estatal siga preços de mercado e vê eleição de Guilherme Mello como um passo positivo para resolver impasses em reajustes de combustíveis.
O recém-eleito membro do Conselho de Administração da Petrobras, Marcelo Gasparino, sinaliza sua posição favorável à prática de preços de mercado para os combustíveis, alinhando-se à volatilidade do cenário internacional. Segundo ele, a companhia não pode se privar de acompanhar as flutuações globais em seus reajustes.
Gasparino acredita que a eleição de Guilherme Mello, vindo do Ministério da Fazenda, para a presidência do Conselho pode ser fundamental para gerenciar o delicado equilíbrio entre as necessidades da Petrobras e as expectativas do mercado e do governo. A declaração foi feita em suas redes sociais, após entrevista à CNN.
A posição de Gasparino reforça a defesa pela rentabilidade e sustentabilidade da Petrobras, princípios definidos em 2022, um ano marcado por complexidades e pelo impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia nos preços do petróleo. Conforme informação divulgada pelo LinkedIn, Gasparino afirmou que “a companhia não pode se privar de praticar preços de mercado”. Acompanhe os detalhes dessa discussão e seus possíveis desdobramentos.
Gasparino retorna ao Conselho e defende alinhamento com mercado internacional
Marcelo Gasparino retoma sua cadeira no Conselho de Administração da Petrobras após um período de ausência, tendo renunciado há um ano. Sua volta ocorre em um momento crucial, com debates intensos sobre a política de preços da estatal. Ele enfatiza que, em 2022, o Conselho já havia estabelecido a necessidade de a Petrobras perseguir rentabilidade e sustentabilidade, o que implica em não se isolar das práticas de mercado.
“Esse é o grande teste que o novo presidente do Conselho vai ter que saber administrar. É muito bom que ele venha do Ministério da Fazenda”, declarou Gasparino, destacando a importância da experiência de Guilherme Mello, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e recém-eleito para presidir o órgão.
Histórico de volatilidade e intervenções na Petrobras
O histórico recente da Petrobras é marcado por turbulências relacionadas à política de preços. Em 2022, a alta do petróleo, impulsionada pela guerra na Ucrânia, levou à queda de dois presidentes da estatal, Joaquim Silva e Luna e José Mauro Coelho, em meio a um mercado volátil e ao período eleitoral presidencial. A pressão por reajustes em um cenário de instabilidade global gerou fortes debates.
Mais recentemente, este ano, uma alta no GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) em um leilão da estatal, criticada publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resultou na saída do diretor de Logística e Comercialização, Claudio Schlosser. Esses eventos demonstram a sensibilidade da política de preços da Petrobras e a constante tensão entre objetivos comerciais e pressões políticas.
Divisão no Conselho e impacto na política de preços de combustíveis
Atualmente, existe uma clara divisão dentro do Conselho de Administração da Petrobras. De um lado, os acionistas minoritários defendem o reajuste dos preços dos combustíveis de forma mais próxima ao mercado internacional, semelhante ao que ocorre nos Estados Unidos, com repasses mais imediatos para os postos de gasolina. Do outro lado, os indicados pela União buscam seguir o compromisso de evitar que a volatilidade externa contamine excessivamente o mercado interno.
Com a eleição de Marcelo Gasparino, que se alinha à visão de acompanhamento do mercado, as reuniões do órgão ganham um reforço na defesa de equiparar os preços de venda dos derivados da companhia. Desde 2023, a Petrobras abandonou a política de reajuste pela paridade de importação (PPI), buscando um modelo que equilibre os interesses, mas a discussão sobre o nível ideal de repasse permanece acesa.
Petrobras e a busca por equilíbrio entre mercado e contas do governo
Gasparino reiterou à CNN a importância de Guilherme Mello ter consciência da relevância da Petrobras não apenas para o mercado nacional e internacional, mas também para as contas do governo. A estatal, como maior pagadora de dividendos ao governo, tem um papel fundamental na arrecadação fiscal, o que, segundo ele, poderia ser ainda mais explorado para investimentos sociais.
Apesar da disparada dos preços do petróleo neste ano, a Petrobras elevou o diesel em 11,6% em março, um percentual inferior à alta internacional, e manteve o preço da gasolina. A defasagem no preço do diesel, combustível mais dependente de importação, chegou a mais de 80% e atualmente se encontra em cerca de 50%, indicando um esforço para conter repasses imediatos, mas ainda com um espaço considerável de ajuste.

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