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Usiminas (USIM5): Itaú BBA Vê Potencial de Alta de 29% em Ações, Mesmo Após Valorização Recente, Citando Medidas Antidumping

Itaú BBA otimista com Usiminas (USIM5): Ações podem subir mais 29% com impacto das tarifas antidumping

O Itaú BBA elevou seu preço-alvo para as ações da Usiminas (USIM5) para R$ 9,00 ao final de 2026 e manteve a recomendação de outperform. A análise do banco sugere que o mercado ainda não precificou totalmente os efeitos das medidas antidumping sobre o aço no Brasil, o que poderia impulsionar ainda mais os papéis da companhia.

Nesta sexta-feira (17), as ações da Usiminas registraram alta de 5,44%, alcançando R$ 7,37, em contramão à queda de 0,3% do Ibovespa. Essa valorização recente, de cerca de 41% desde a última revisão do banco, não impede que o Itaú BBA veja um potencial de alta adicional de aproximadamente 29%.

A expectativa é de que o impacto das tarifas ganhe força a partir do terceiro trimestre de 2026, alterando a dinâmica do setor siderúrgico. Conforme informação divulgada pelo Itaú BBA, as tarifas chinesas e o deslocamento da demanda para fornecedores mais caros devem elevar o piso de preços domésticos do aço. Esse cenário é um dos principais motores da visão positiva do banco para a Usiminas.

Efeitos das tarifas antidumping impulsionam projeções para Usiminas

Para o Itaú BBA, as tarifas antidumping implementadas no Brasil têm o potencial de remodelar o mercado de aço. Ao reduzir a competitividade da China, as medidas tendem a direcionar a demanda para outros fornecedores, cujos produtos possuem um custo mais elevado. Essa mudança na dinâmica de oferta e demanda é vista como um fator positivo para a precificação do aço no mercado interno.

O banco acredita que o repasse dessas tarifas ainda foi parcial, uma vez que distribuidores anteciparam a compra de estoques antes da entrada em vigor das novas regras. Com a normalização gradual do mercado, a expectativa é de uma aceleração nos reajustes de preços, visando recompor o prêmio histórico em relação à paridade de importação. Essa recomposição de margens é um ponto chave para a tese de investimento do Itaú BBA.

No cenário internacional, a elevação dos custos de importação já força compradores a buscar alternativas à China, como Coreia do Sul e Vietnã, cujos preços são superiores, em alguns casos, em mais de US$ 100 por tonelada. Essa tendência global corrobora as projeções do banco para o mercado brasileiro.

Perspectivas de curto e longo prazo para a Usiminas

Apesar do otimismo geral, o Itaú BBA projeta um segundo trimestre ainda sob pressão para a Usiminas, com estabilidade sequencial. Essa estabilidade seria resultado da compensação entre preços e custos, especialmente no segmento de placas. Contudo, o banco antecipa revisões positivas de lucro e uma melhora no desempenho das ações a partir do terceiro trimestre de 2026.

O ano de 2026 é classificado como um período de transição para a companhia, com geração de caixa limitada e um múltiplo EV/EBITDA projetado de 4,1 vezes. Para 2027, o Itaú BBA prevê um avanço relevante, com um yield de fluxo de caixa livre de 8% e um múltiplo de 2,8 vezes, em um ambiente de mercado mais favorável para o setor siderúrgico.

Visões divergentes: BofA e Safra rebaixam Usiminas

Em contrapartida à visão otimista do Itaú BBA, outras instituições financeiras adotaram uma postura mais cautelosa em relação à Usiminas. No dia 13, o Bank of America (BofA) rebaixou a recomendação de compra para neutra, enquanto o Safra reduziu de neutro para venda.

O BofA argumenta que, embora os aumentos de preços do aço plano sejam positivos para a Usiminas, a avaliação atual, com um múltiplo projetado de 5,3x para 2026, já pode estar precificando esses fatores. Adicionalmente, o banco aponta para uma geração de caixa ainda fraca, diante da normalização do capital de giro prevista para 2026.

O Safra, por sua vez, considera que ainda existe risco de queda para as ações da Usiminas. Essa preocupação se baseia na possibilidade de os preços do aço não continuarem a subir ou de os custos de matérias-primas não recuarem. As projeções do Safra e do consenso de mercado já incorporam preços otimistas e alguma deflação de custos, o que pode limitar o potencial de valorização futura.

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