B3 divulga dados operacionais de maio, com forte alta em ações e queda em derivativos.
A B3, principal bolsa de valores do Brasil, divulgou seus dados operacionais referentes a maio de 2026, revelando um cenário de contrastes no mercado financeiro. Enquanto o segmento de renda variável, especialmente as ações, apresentou um desempenho robusto, o mercado de derivativos registrou uma desaceleração.
O volume financeiro médio diário negociado em ações alcançou a marca de R$ 31,6 bilhões, o que representa um aumento de 16,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado, em grande parte, pelo mercado à vista, que movimentou R$ 30,4 bilhões diariamente, um avanço de 16,3%.
O mercado de opções também se destacou positivamente, com um crescimento expressivo de 36,6%, atingindo R$ 1,01 bilhão. A capitalização média das empresas listadas na bolsa atingiu R$ 5,1 trilhões, um incremento de 12,8% na comparação anual, demonstrando a valorização das companhias brasileiras.
Ações em alta: O segmento de renda variável mostrou força em maio, com o volume financeiro médio diário negociado em ações subindo 16,8%. O mercado à vista contribuiu significativamente, com alta de 16,3%, enquanto as opções registraram um salto de 36,6%.
Derivativos em desaceleração e o impacto em criptoativos
Por outro lado, o mercado de derivativos apresentou uma tendência de desaceleração em maio. O volume médio diário total de contratos caiu 13,6% em relação a maio de 2025, totalizando 10,3 milhões de contratos. Essa retração foi influenciada, principalmente, pela queda de 87,8% nos contratos futuros de criptoativos.
Apesar da queda no volume geral de derivativos, a receita média por contrato (RPC) apresentou um aumento de 8,5%, chegando a R$ 1,212. Esse avanço foi impulsionado pelos contratos de juros em reais, que tiveram um crescimento de 9,7% em sua receita média.
Renda Fixa e Crédito: Crescimento Sólido e Tesouro Direto em Destaque
Nos mercados de renda fixa e crédito, os dados da B3 indicam um cenário de crescimento contínuo. As novas emissões totalizaram R$ 2,18 trilhões nos últimos 12 meses, representando um aumento de 3,1% em relação ao ano anterior.
O estoque de instrumentos registrados alcançou R$ 9,64 trilhões, com um avanço notável de 16,1%. O Tesouro Direto também registrou uma expansão significativa, atingindo R$ 236 bilhões, um aumento de 42,8% na comparação anual, evidenciando a confiança dos investidores em títulos públicos.
Aumento de Investidores e Fundos em Expansão
A B3 também celebrou o crescimento no número de investidores. Em maio, o número de contas na depositária somou 6,49 milhões, um aumento de 6% em um ano. O número de pessoas físicas com investimentos na bolsa chegou a 5,66 milhões, representando um crescimento de 6,1%.
Outro ponto de destaque é o estoque de fundos administrados pela infraestrutura da bolsa, que atingiu R$ 5,83 trilhões, um crescimento expressivo de 24,1%. As operações de empréstimo de ativos também apresentaram expansão, com um avanço de 36,2%, alcançando R$ 216 bilhões.

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