Itaú BBA aumenta a aposta em Vibra e Ultrapar, com potencial de valorização acima de 30% em cada ação
O Itaú BBA atualizou suas estimativas para as ações da Vibra Energia (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), elevando os preços-alvo para R$ 40 e R$ 38, respectivamente. Essas novas projeções representam um potencial de valorização de 32,80% e 36,01% em relação aos fechamentos anteriores, segundo o banco.
A revisão das estimativas considerou os resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26), a atualização de premissas macroeconômicas e novas projeções de margens e volumes para ambas as companhias. O banco mantém a recomendação de **compra** para os papéis de Vibra e Ultrapar.
Conforme divulgado pelo Itaú BBA, ambas as empresas são vistas como negociadas a níveis de valuation atrativos. O banco destaca o múltiplo Preço/Lucro (P/L) de 2027 em 9,4x para a Vibra e 8,4x para a Ultrapar, além de um fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) com dividendos em dois dígitos, estimados em cerca de 13% para ambas.
Ultrapar se destaca como a mais atrativa, segundo o BBA
Apesar de ambas as empresas apresentarem perspectivas positivas, o Itaú BBA considera a **Ultrapar relativamente mais atrativa**. O banco justifica essa visão pelo posicionamento mais leve da companhia, maior potencial de distribuição de dividendos e um espaço mais amplo para revisões positivas nos lucros.
No momento da análise, por volta das 11h48 no horário de Brasília, as ações da Vibra (VBBR3) apresentavam uma leve queda de 0,43%, negociadas a R$ 29,99, enquanto as da Ultrapar (UGPA3) subiam 0,07%, a R$ 27,96.
Fundamentos fortalecidos e cenário competitivo favorável
O Itaú BBA acredita que Vibra e Ultrapar superaram um período de maior volatilidade, apresentando fundamentos fortalecidos. As distribuidoras reafirmam seu papel essencial no abastecimento de combustíveis, beneficiando-se da conversão de postos de bandeira branca e da **formalização do mercado**.
Esse ambiente competitivo mais racional favorece a rentabilidade no médio prazo, sugerindo um piso de margens normalizadas potencialmente mais elevado do que o esperado anteriormente. O banco projeta margens próximas de R$ 400/m³ no segundo trimestre de 2026 (2T26) para ambas as companhias.
Projeções de margens e fatores de influência
Para 2027, o Itaú BBA estima margens de R$ 200/m³ tanto para Vibra quanto para Ultrapar. Essas projeções são modestamente superiores às expectativas do mercado para a Ultrapar, que apontam cerca de R$ 190/m³. A pesquisa realizada pelo banco com investidores indica margens esperadas de R$ 199/m³ para a Vibra e R$ 190/m³ para a Ultrapar em 2027.
O nível normalizado das margens nos próximos trimestres dependerá de fatores como a continuidade da janela de paridade de importação, o ritmo de retomada das importações pela Petrobras e a eficácia da fiscalização e do combate às práticas informais. O cenário-base do BBA assume margens de R$ 200/m³ para ambas as empresas em 2027.
Avaliação de valuation e dividendos em dois dígitos
O banco reforça que ambas as ações da Vibra e Ultrapar estão sendo negociadas a múltiplos atrativos. O P/L de 2027 de 9,4x para Vibra e 8,4x para Ultrapar, juntamente com os **dividendos de dois dígitos** (cerca de 13% de FCFE), tornam os papéis interessantes para investidores.
A análise do Itaú BBA sugere que, embora o curto prazo possa apresentar margens mais elevadas devido a custos de importação, o cenário de médio prazo é promissor para as distribuidoras de combustíveis, com potencial de ganhos consistentes.

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